segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Contexto parte II



Fundador da AIESEC em Juiz de Fora. Uma gestão bem feita - em minha opinião). Eu, Yuri, Faviane, Weil, Bia, Laurinha, Fernando e muitos outros entregamos um escritório pronto para brilhar.*

Desde o começo do trabalho no escritório local, me deparei com as dificuldades que estar a frente de um "novo negócio" traz, principalmente falta de knowhow e inexperiência. Sempre achei que o escritório nacional da AIESEC - lugar onde trabalho hoje - poderia oferecer mais suporte para esse estágio específico de maturação de seus escritórios e sempre tentei ser ativo para que isso acontecesse.

Essa vontade de criar melhores condições para um escritório novo a decolar, juntamente com a vontade de aprender mais sobre os mercados do nosso país, sobre relações externas e sobre coaching** me levaram a me aplicar para a vaga de gerente de expansão da AIESEC no Brasil.

Resumidamente, minhas responsabilidades seriam estudar e entender mercados em que a AIESEC poderia atuar, envolver os interessados na abertura de um escritório da AIESEC em uma nova cidade através de uma aproximação com faculdades e estudantes e participar da estratégia de desenvolvimento de novos escritórios (o que envolveria coaching).

Uau... parece coisa de gente grande, né? Isso també, foi uma das coisas que me atraiu, não me lembro de conhecer alguém da minha idade que tenha passado por uma experiência semelhante fora da AIESEC.

Esse cargo duraria de janeiro de 2009 até dezembro. A essa altura meus planos para minha carreira dentro da AIESEC pareciam casar com os fora dela. Eu exercia esse cargo em Juiz de Fora - apensar dele exigir algumas viagens - e eu poderia me formar no tempo certo, em dezembro deste ano. Então eu planejava me aplicar para uma vaga no escritório nacional da AIESEC que seria full-time em São Paulo. De lá, já imendaria meu intercâmbio e, voltando,
cairia no mercado.

Mas é claro que as coisas não saíram exatamente como o esperado, afinal, nem todos os ursinhos são carinhosos...


Passei seis meses nesse cargo e tive experiências muito interessantes: Dei coach para os escritórios da AIESEC em São Carlos, interior de São Paulo, Uberlândia, no triângulo mineiro, e em Juiz de Fora, eu meu antigo escritório; dei prosseguimento do proceso de abertura do escritório da AIESEC em Sorocaba;mantive relacionamento com interessados em abrir escritórios em suas universidades; criei uma nova proposta para os critérios e os métodos de expansão na AIESEC no Brasil e ainda morei um mês no Rio de Janeiro na tentativa de abrir mais um escritório da AIESEC na cidade - já existe um no Rio, localizado no Campus Praia Vermelha da UFRJ. Aliás, não poderia deixar de agradecer novamente ao Da Lua e sua família pelo acolheminto! Obrigado, gente!

Ao fim desses 6 meses maravilhosos, mas cansativos - tive conciliar todas essas atividades com a disciplina mais crítica do meu curso (mergulhão de rádio para os íntimos) - fui convidado a assumir um outro cargo na AIESEC nacional.

Esse não era o cargo que eu pretendia assumir anteriormente e também não veio no tempo esperado. Apesar disso, a oportunidade me encheu os olhos pois eu estaria em uma das áreas mais estratégicas da organização, trabalhando full-time na AIESEC em São Paulo e com a coisa que eu mais gostei de fazer no meu cargo anterior - ser coach.
Eu seria do time de desenvolvimento de escritórios e meu papel seria o de "treinador"/"consultor" de vários escritórios e ainda coordenar a estratégia de treinamento de todas as 30 unidades da AIESEC espalhadas pelo Brasil. Isso envolveria, inclusive, viagens para pelo Brasil - outra coisa que fez meus olhos brilharem por essa oportunidade.

Não deu outra, embarquei nessa oportunidade! Traquei meu curso à seis meses do seu final e vim para esse mundo louco de São Paulo morar com 10 pessoas de todas as partes do país em uma casa bancada pela AIESEC.

Agora aqui estou eu, blogueiro a escrever experiências que minha vida - e minha busca por coisas novas - estão a me proporcionar.

Fazendo diferente!

*referência esdrúxula ao celebre jargão de Romildão: "vem comigo que você brilha" hehehee

**para aqueles que não conhecem esse conceito, pretendo escrever mais sobre ele em próximas postagens.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Contexto

Para chegar ao contexto que exponho primeiro acho que devo dizer por onde passei par chegar até aqui.

Aqui vai uma breve descrição desse caminho.

Nasci em Viçosa, interior de Minas Gerais. Lá morei até os três anos com meus três irmãos e meus pais. Em 1991 nos mudamos para Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo onde passei a maior parte da minha infância. Dessa época guardo algumas recordações esparsas mas nada muito marcante. Lembro de alguns amigos e só.

Em 2000 me mudei para Juiz de Fora e, voltando para Minas, é que considero que minha real trajetória de formação do que hoje é o Rodrigo começou.

Passei a morar apenas com minha mãe e meu irmão gêmeo, Gustavo. Comecei a estudar em um colégio que, com certeza, foi fator essencial para a formação dos meus valores e cresças.

Minha mãe sempre havia me educado como católico mas foi no Colégio dos Jesuítas que aprendi o significado das palavras "fé" e "missão".

Lá encontrei pessoas que me mostraram que o ser humano vale a
pena. Esses são meus grandes amigos até hoje e sempre o serão, acredito, para sempre. Pablo, Boi, Fredegulho, DaLua, Grégory, Ghetti, Cyro, Yuri e meu irmão, Gu.

Foi na celebração do meu Crisma, aos 16 anos, que me enxerguei como parte do mundo que eu vivia e me perguntei o que eu poderia fazer por ele. Vi que o dom que eu cultivava era a capacidade fazer bem às pessoas e então decidi que minha missão seria, independente de onde a vida me levasse, seria trabalhar para o bem dos outros.

Cresci um pouco mais e entrei na faculdade. Comecei a cursar Comunicação Social com habilitação em jornalismo. Na época queria ser publicitário e acabei entrando no curso de jornalismo pois era o mais próximo que UFJF me oferecia.

A entrada na faculdade foi um momento de abertura nos meus horizontes. Comecei a lidar com pessoas e situações extremamente novas para mim. Tive que crescer e, com esse crescimento, veio a vontade de fazer mais.

Eu já tinha um senso de aproveitar todas as oportunidades que me aparecessem com o fim de me preparar para meu futuro e comecei a me engajar no que achava que poderia me dar isso.

Logo no primeiro semestre entrei na Empresa Juinior mas logo saí. Achei que não queria tal responsabilidade tão cedo.

Mas no terceiro período conheci uma coisa a qual me dediquei em meus próximos anos de vida: a AIESEC (www.aiesec.org.br).



Boi, um desses meus amigos do Jesuítas, estava fazendo USP e conheceu a AIESEC na USP. Yuri, outro desses amigos, comprou a idéia de trazer um escritório para Juiz de Fora. Acabei me envolvendo no projeto e me tornando o primeiro presidente do escritório local.

Aquela promessa que eu havia feito a mim mesmo em minha Crisma, que até então parecia abstrata demais, enfim havia ficado clara. Sempre quis me por a disposição para ajudar as pessoas e então eu era presidente de uma organização que tinha como princípio ajudar jovens à "descobrirem e explorarem seu potencial de liderança" para criar um impacto positivo na sociedade.

A AIESEC era então, mais do que uma preparação para o mercado de trabalho, era uma forma de fazer hoje e agora o que eu havia me proposto como missão de vida.

Foram quase 2 anos de desafio até entregar minha gestão e uma organização sólida e que, sim, começou a mudar a vida de pessoas para melhor. Conheci pessoas que compartilhavam dessa minha visão e com elas dividi meus sucessos e meus erros e, principalmente, meu aprendizado.

No próximo post conto o resto da história. Como minhas idas e vindas na AIESEC me levaram a valorizar a palavra "experiência" como valorizo muito poucas.






domingo, 8 de novembro de 2009

Frases que tem a ver com este blog

Antes de colocar o contexto que prometi, resolvi escrever algumas frases que ouvi hoje que acho que tem muito a ver com o essência deste blog.

Elas vieram de vídeos que estavam como favoritos no orkut de uma amiga. Lara, de Curitiba.

"... maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se tem e o que você aprende com elas do que com quantos aniversários você celebrou..."

"... aprende a construir todas as suas estradas no hoje por que o terreno do amanhã é incerto demais para os planos..."

Willian Shakespeare



sábado, 7 de novembro de 2009

Começando um Blog

Aqui estou eu enfim.

Renan, um grande amigo meu, há algum tempo me disse que eu deveria fazer um blog só que até agora não o tinha feito pois eu não fazia idéia do que poderia escrever em um blog. Bom, agora eu sei.

Em minhas andanças por esse país mudei a visão que tinha de muitas coisas e comecei a perceber a vida de uma forma sutilmente (mas não menos impactante) diferente.

Hoje vejo a vida como um conjunto de experiências. Cada experiência é unica e traz um pacote de mudanças para nós.

Experiências não são boas nem ruins. Elas são simplesmente experiências. Como você encara elas e como você as usa é que faz toda a diferença.

Quanto mais você sai da zona de conforto mais intensas elas ficam. Acredito que temos que olhar tudo como se fosse novo, com um "olhar de estrangeiro". Mesmo olhando para algo ou alguém que você já conhece, entender que hoje ela já não é a mesma que você encontrou da ultima vez.

Este blog conterá relatos de experiências que tenho vivido e meu olhar sobre eles. Espero divertir e agregar alguma coisa a quem se dispor a ler.

No próximo post deixarei uma descrição de quem sou e em que contexto escrevo. Assim, começa a história de rodrigofazendodiferente!